quarta-feira, 10 de março de 2010

O que é Rugby??


Na certa eu devo estar ficando louco! TÕ nem aí! O rugby é um esporte complexo de explicar. É um mixto de futebol com beisebol e uma dose de futebol americano (tem muito a ver com esse último).
Mas o que eu quero escrever mesmo é sobre o filme "Invictus", que fui ver essa semana. Caramba! é um filmenomenal. Não sei se é porque o Clint Eastwood tá mandando muito bem na direção de seus filmes (vide "Gran Torino"), se é pelo Morgan Freeman (que dispensa comentários) ou se é pra falar de como um homem mudou a história de um país. Talvez seja de tudo um pouco.
Falar sobre temas polêmicos não é muito minha área, mas confesso que deu uma vontade de escrever sobre como o racismo afeta ainda a vida de todo mundo. Qualquer que seja o tipo de segregação traz a indiferença, o medo e, é claro, o preconceito. Na verdade é a origem desse mal todo.
Então, eis que um cara, recém libertado de uma prisão torna-se presidente da África do Sul. Logo, seus algozes brancos temem pelo futuro do país. Por sua vez, os negros que viveram até então separados, têm sede de vingança, querendo destruir toda e qualquer herança que marcava o poder dos brancos. Isso sem falar na especulação internacional. Mas, contrariando todas as previsões e anseios vingativos, esse homem apela para a paz, união e fraternidade, explorando sentimentos antes nunca possíveis de o serem. Hoje é reconhecido como um dos maiores e mais carismáticos líderes da história. Tudo isso só pelo fato de acreditar que sem o ódio e o rancor, a convivência é possível e nós podemos ser melhores. Quem é ele? Nelson Mandela, o Madiba.
E olha só! O rugby era, até o fim do Apartheid, em 1990, um esporte de brancos, odiado pelos negros sul-africanos. Em 1995 o país sediou um Mudial do esporte, onde brancos e negros festejaram juntos o campeonato da seleção anfitriã. Agora, em 2010, é a vez do futebol, esporte da maioria negra nos anos 90, sediar um mundial . O esporte que era considerado coisa de rudes pelos brancos até então, tem amissão de encerrar de vez qualquer discussão sobre segregação. Concerteza, o evento e a grandeza do povo sul africano serão celebrados por todos.
Nesse filme, ao lado de "Distrito 9" há uma promoção da África e o apelo para fim da intolerância e separação racial; não só para a Copa, mas para sempre. Sinceramente, não sei por que não concorreu ao Oscar.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tempo, tempo , tempo

Em 2010, mais precisamente este mês chego aos 24! Eita!
Até outro dia estava pensando nos anos 90, tempo que vivi toda minha infância(quanta saudade, vide post de setembro) e pré adolescência!
Os anos 2000 passaram num piscar de olhos - E olha que foi mesmo um pisco! Nem acredito que nessa década estudei no ensino médio, cursei eletrotécnica no CTU ,depois fiquei 2 anos sem estudar, morei sozinho em Cataguases (Foi em Ktá, mas valeu né), vi as torres gêmeas caírem, Lula virou presidente, Dercy morreu (ou enfim, foi enterrada), comecei a trabalhar, entrei na Faculdade de Engenheria e desisti, fui pra Faculdade de Comunicação, comecei a namorar sério, viagei muit
o, conheci os melhores amigos que alguém pode ter, inclusive Deus! enfim...são tantas coisas!
Ao passo que, quando crianças, o tempo passa à nossa frente, na fase adulta parece que o processo se inverte e, com isso, o medo de perdê-lo nos torna escravos dele e acabamos falando coisas do tipo "Ah se eu tivesse tempo". Caraca! Quando o ano começa, penso que até chegar dezembro vai demorar muito e olha só: janeiro já era!
De fato, tempo é uma coisa preciosa e por isso não o podemos comprar. E se pudessemos, você o faria? A resposta pra isso não pode ser hipotética. Acho que o tempo poderia ser algo vendido nas farmácias, mas somente sob receita médica, tarja preta e a um preço muito alto. Quem sabe assim não daríamos mais valor a ele!
Eu acho que 2010 promete. Se for assim, espero que 2011 cumpra!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Esperas significativas

Até agora estou com a imagem de um cão esperando por seu dono em uma estação de trem. Com isso, fico me perguntando como pode um ser com vida própria ser tão dependente das pessoas. E o pior: como que isso é análogo à nossa vida cotidiana.

Se você viu “Marley e Eu”, deve conferir o longa “Sempre ao seu Lado” (Hachiko - A Dog's Story, 2009). Estrelado por Richard Gere, o filme traz a história de um cão da raça akita que, por acidente, encontra o personagem de Gere, um professor de música. Esse mesmo bicho, através de situações nada convencionais a um cão, vai mudando a vida de uma família e o cotidiano de um bairro. Baseada em uma história real ocorrida no Japão, na década de 1920, a produção traz a tona discussões como fidelidade, amor, dedicação e espera. Coisas simples, banais que, sem as quais, mesmo que involuntariamente não percebamos, a vida não teria o menor sentido. Tudo bem que “Avatar” e “2012” são superproduções milionárias e com fortes críticas ao governo americano – também vale a pena conferir – mas se tiver a oportunidade de ver esse filme, veja. Se não puder, espere sair em DVD ou baixe. Então você verá qual é o valor de uma espera por mais simples ou inútil que ela possa parecer. Além disso, verá o que a fidelidade e o amor ao próximo é capaz de fazer.

Aproveito para desejar um feliz 2010!

sábado, 21 de novembro de 2009

O que é Herbert Richers?

He-men, She-ra, Cavaleiros do Zodíaco, Capitão Planeta, Caverna do Dragão e uma infinidade de filmes. Todos eles começavam sempre com a famosa frase: “Versão Brasileira, Herbert Richers”. Pois é, o paulista o Rio como terra pra fazer cultura, deixou pelo menos três gerações bem informadas com suas brilhantes traduções. Dono do maior estúdio de dublagem da América Latina, Richers morreu esta semana na capital fluminense. Isso só foi notificado em alguns jornais, devido a tanta coisa que aconteceu nos últimos dias – que o diga a tal de Geisy e o Senhor Edison Lobão – mas a minha geração, pelo menos, teve os desenhos animados estrangeiros mais abrasileirados do que nunca, isso sem falar em clássicos do cinema. Os principais concorrentes de HR, Álamo e VTI, admitem que sem Richers, o mercado brasileiro estaria passando desenhos animados com legenda, afinal o estúdio de Richers foi o pioneiro no país. Outro dia escrevi sobre as rotinas de criança nos anos 90. Que tal se escrever que faltou Herbert Richers! Nem sei se ainda existem desenhos começando com essa famosa frase, pois a TV virou um mero enfeite na minha casa. Fica aí mais um post do meu momento nostalgia.

E outra: pediram-me para escrever posts menores!